segunda-feira, 16 de outubro de 2017

O que falta ao Palmeiras para se tornar o melhor time das Américas?

     
     Antes de se pensar em jogador, qualquer clube deve antes pensar naquilo que será a sua alma para o resto de sua existência, a sua "CULTURA FUTEBOLÍSTICA". Mesmo que não se tenham pensado propositalmente nisso ao se criar um clube de futebol ou um time de várzea para disputar um campeonato qualquer, mesmo assim, haverá sempre a figura da "cultura futebolística" implantada voluntária ou involuntariamente dentro do subconsciente do jogador. Falo do jogador em específico, mas a "cultura futebolística" está implantada dentro de cada torcedor ou expectador que acompanha diariamente o futebol. Uma prova disso que estamos falando é a imagem que nos vem à mente de vários garotos da base jogando em grupo, quando estamos a falar do Santos, pois esse clube tem uma "cultura futebolística" voltada para o investimento na base e para a revelação de ótimos jogadores. Então, a "cultura futebolística" é algo que sempre estará estampado, seja ou não de forma proposital, na figura de um clube de futebol. 
     Estamos cansados de saber, ou pelo menos o torcedor do Palmeiras, que nosso clube, infelizmente, não tem costume de revelar jogadores da base, apesar de estar mudando aos poucos este comportamento, e a consequência direta disso é a necessidade que o clube tem de estar sempre buscando fazer contratações repentinas para montagem do elenco, muitas vezes sem o mínimo de estudo e avaliação do jogador que estar a ser contratado. E um efeito direto disso é o longo tempo que os jogadores levam para se adaptarem ao clube, problema esse que poderia estar sendo eliminado com a promoção de jogadores da base. Além disso, existe, para quem contrata, uma grande possibilidade de errar nas contrações, justamente por não conhecer a fundo o histórico ou, pelo menos, o futebol apresentado pregressamente por aquele jogador (vide o exemplo do Borja). Não falo que o aproveitamento da base eliminaria todos os problemas do clube, mas, ao menos as necessidades urgentes e pontuais, estariam resolvidas ou bem encaminhadas com a promoção de jogadores das categorias de base. Agora, fazendo uma ligação com o que disse a respeito de "cultura futebolística", seria bem mais fácil um jogador da base mostrar aquilo que o torcedor, o técnico e os dirigentes querem ver dele, do que um jogador estranho ao clube mostrar, justamente por aquele já ter uma maior identidade com a equipe, coisa que um novato não teria a curto prazo. Isso mostra que não ter uma base sólida contribui muito para que um time não obtenha êxito em seus objetivos, como está acontecendo com o Palmeiras.
     O que poderia amenizar um pouco esse problema de se usar pouco a base, seria tentar manter o máximo de tempo possível os reforços que chegam ao clube por meio de contratações, justamente para se criar uma equipe sólida e fazer com que os jogadores percebam a linha de pensamento do clube, ou seja, sua "cultura futebolística", para tentar desempenhar de forma correta o que lhes é pedido. Não é inteligente um clube de futebol ficar mudando constantemente os jogadores que compõem seu elenco no intuito de achar o time correto, pois, além de nunca criar uma identidade clube/jogador, a saúde financeira do clube ficaria bastante prejudicada. 
     Este foi um pequeno artigo do nosso blog voltado em especial para o Palmeiras, mas que serve de alerta para qualquer clube de futebol que objetive planos ambiciosos no futuro. Falo em especial do Palmeiras, por ser o time que está mais próximo de cometer o maior erro da sua história: o de tentar encontrar o time certo para a próxima temporada mudando novamente todo o elenco, correndo o risco de desperdiçar toda a saúde financeira construída até então e acabar na estaca zero. 
     Verifica-se que o sucesso desta teoria (implantar e aperfeiçoar a "cultura futebolística" do clube investindo na base ou mantendo uma baixa rotatividade no elenco) é alcançado a médio e longo prazo, mas, quando de fato acontece, o time reina por várias e várias temporadas (vide exemplos de Barcelona e Real Madrid).

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